Carreira jurídica. Formei. E agora, advogar ou prestar concurso?

Publicado por SAJ ADV – Software Jurídico

A dúvida entre advogar e prestar concurso é constante no meio dos quase 100 mil bacharéis em Direito que se formam todos os anos nos 1.024 cursos que existem no país. É comum encontrar recém-formados questionando profissionais mais experientes sobre as vantagens e desvantagens da carreira jurídica, seja em fóruns de discussão na internet, palestras e corredores das universidades. O blog do SAJ ADV falou com diferentes profissionais sobre as vantagens e desvantagens de advogar ou atuar no serviço público. Confira!

Flávia Guimarães ainda nem pensava em entrar para a faculdade de Direito quando os pais sugeriram que ela prestasse concurso para o quadro administrativo da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Lá permaneceu por onze anos, concluiu a graduação em Direito e nem sequer passou em sua cabeça fazer o exame da OAB. Ela queria mesmo a estabilidade do serviço público e, hoje, atua como técnico judiciário no Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina. Ao contrário da servidora pública, Honorato Novo abandonou o cargo na Polícia Civil do Amazonas para advogar nas áreas do Direito Penal, Civil e do Trabalho.

Já Marcos Sena abriu um escritório de advocacia com dois amigos, mas ainda tem dúvidas que rumo seguir nacarreira jurídica, se advoga ou presta concurso para delegado. Para ele, atrair clientes é uma das principais dificuldades dos jovens advogados. Paola Lorena concorda com Marcos, para ela quem escolhe a advocacia privadaatua como um empreendedor. “Você precisa ter cliente e saber administrar. Também existe a questão de prazo que hoje em dia está um pouco melhor por conta do novo CPC, mas antes os prazos eram corridos e não havia interrupção no final de semana, então ficava muito complicado”, explicou Paola.

Você também está indeciso e não sabe qual ramo da carreira jurídica seguir? Então confira as informações sobre as diferentes possibilidades para os recém-formados que selecionamos neste post!

O que diz quem optou por atuar como advogado na carreira jurídica?

Marcelo Santos, do Santos e Silva Advogados Associados, foi enfático ao afirmar que escolher entre a carreira pública ou a advocacia privada é uma questão de perfil. “A decisão tem mais a ver com o que a pessoa gosta de fazer. Se ficar dividido entre os dois o recém-formado não vai sair do lugar. É preciso escolher um dos dois e se dedicar.” Para ele, advogar envolve liberdade, o profissional tem autonomia e pode trabalhar em causas que se identifique mais. Marcelo Santos explica ainda que “no começo da carreira, surgem processos menos interessantes, mas com o tempo o advogado pode escolher as causas que vai defender.” O advogado explicou que é comum que as pessoas pensem na estabilidade financeira que a carreira pública permite, na remuneração, mas não nas funções que serão desempenhadas.

Carreira jurídica e concursos públicos

A advocacia privada exige que o profissional se especializeem suas áreas de atuação, mas a carreira pública requer dos candidatos uma formação mais generalista. O curso de Direito abre diferentes possibilidades de concursos dentro dacarreira jurídica: Tribunais, Polícias Militar, Civil e Federal, Procuradorias, exames para Magistratura, entre outros. A maioria das provas de admissão cobra conteúdo de diferentes disciplinas jurídicas e também conhecimentos gerais, português e raciocínio lógico. O que o candidato precisa fazer é se dedicar para essas provas, pois existem muito bacharéis em Direito almejando as vantagens dacarreira pública, como por exemplo, a segurança, estabilidade e boa remuneração.
Paola Lorena é um exemplo de profissional que ao terminar a graduação não se sentiu preparada para advogar e começou a estudar para vários concursos que a carreira jurídicapermite. Na época, almejava o cargo de juíza e assim que se formou, começou um curso na Escola de Magistratura de Santa Catarina (EMESC). O cronograma das aulas seguem as exigências da seleção: no primeiro ano focam na prova objetiva, no segundo na prova de sentença e no terceiro é quando o bacharel em direito faz a residência nos Tribunais.
Para ela, uma das grandes vantagens da residência é o fato de o profissional trabalhar como espécie de estagiário de uma pós-graduação, pois ele já possui formação jurídica e vai desempenhar suas funções sem a pressão que existe nas atividades de um servidor ou assessor. “Você vai aprender a fazer sentenças e a principal vantagem é que você pode tirar dúvidas. As pessoas têm mais paciência, pois sabem que você está ali para aprender.”
Além da possibilidade de seguir a carreira pública ou advogar, o profissional formado em Direto também pode atuar em empresas privadas como analista jurídico.
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