Advogado que só advoga.

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O caminho do FIM.

O Dr. Albert, durante uma entrevista na Califórnia, foi questionado por um repórter, que disse:

– Doutor, o que se passa com os advogados de hoje em dia?

E ele respondeu:

– Os advogados simplesmente não pensam!

E completou: “vivemos em uma época de ouro, onde não temos mais barreiras geográficas e a informação está disponível para qualquer pessoa, ao alcance de um clique. Sonhamos e trabalhamos por toda a tecnologia que desfrutamos hoje, e o que fazemos com isso? Construímos uma realidade onde toda a riqueza mundial, se concentra nas mãos de 10% da população.”

Pesquisadores estudaram um grupo de 100 indivíduos a partir dos 25 anos, tentando descobrir o que aconteceria com eles ao completarem 65 anos, vejamos…

Todos eles assim como eu e você, acreditavam que seriam bem sucedidos, que teriam liberdade financeira, reconhecimento na profissão e uma vida pessoal de dar inveja. Eles ainda mantinham grande ânimo pela vida e o brilho nos olhos, típico da esperança de um futuro melhor.

Mas aos 65 anos somente 1 deles se tornou rico, 4 financeiramente independentes, 41 continuaram trabalhando e 54 estavam quebrados.

Agora pense nisso, apenas 5 dos 100, atingiram o objetivo, e por que será que tantos falharam? O que aconteceu com seus sonhos, sua energia e sua vitalidade? E por que a disparidade entre o projeto inicial e tudo que aconteceu no desenrolar da vida?

Quando identificamos que apenas 5% atinge o sucesso, primeiro temos que definir o que é sucesso. E, para mim, a melhor definição de sucesso é a “ realização progressiva de um ideal de valor”, ou seja, trata-se do trabalho consciente dentro de um projeto de vida claramente estruturado, para conquistar o que você deseja.

É sofrível encarar uma realidade, onde 52% dos escritórios de advocacia entram em falência, antes do 2º ano de fundação.

Isso mesmo: inexperiência e falta de conhecimento sobre como gerir sua carreira juridica de modo profissional é o que retroalimenta esse cenário.

Talvez você esteja se perguntando: “O que seria considerado ‘inexperiência’ e”falta de conhecimento”Thaiza, afinal, não bastaram os 5 anos de faculdade, 1 ano de preparatório para a OAB, 2 anos de pós graduação, 2 a 3 anos de Mestrado e etc?

Depois de mais de 4.000 horas de atendimentos individuais de coaching jurídico, testemunhando estudantes e juristas em completo desespero, tentando impedir o fracasso completo do seu sonho, enquanto outros mantinham uma curva exponencial de crescimento, eu diria que advogados que” trilham o caminho do FIM “, praticam os seguintes padrões:

· Estão sempre apagando incêndios causados pelos seus erros e amadorismo, reagindo aos” problema inesperados “(que na verdade são previsíveis para quem vê além do Direito).

· Reduzem cada vez mais seu preço por medo de perder clientes, enquanto deveriam jogar energia na construção da sua marca;

· Não acompanham a evolução tecnológica, como aplicativos e softwares que fazem trabalhos como de gestão de agenda, peticionamento eletrônico, gestão de finanças ou call center.

· Não fazem e/ou não sabem fazer um planejamento detalhado da gestão dos seus próprios recursos financeiros, muito menos um planejamento de divulgação eficaz dos seus serviços.

· Não fazem parcerias com colegas de outros estados ou países porque não confiam na sua honestidade, capacidade, ou talvez, no seu comprometimento;

· Desconhecem as melhores práticas de pesquisa de público-alvo, análise concorrencial e avaliação de potencial de lucro do seu mercado.

· Usam o método”tentativa e erro”para desenvolver a sua carreira ou negócio jurídico, ou seja, estão sempre tomando decisões baseadas em instinto e pouquíssimas medições, cometendo erros que poderiam ser facilmente evitados se buscassem ajuda, até mesmo de profissionais de outros segmentos que ensinam como desenvolver negócios, algo que não se aprende na faculdade de direito.

E sabe o que é ainda pior? A esmagadora maioria dos advogados que só advogam não que seja pouco trabalho, mas infelizmente não os levarão para muito longe) e que quebraram, não percebiam os problemas que estavam por vir. De repente, estavam sem dinheiro (e às vezes até endividados).

Então, quando o problema se instalava, o famoso ” suave desespero “ se apresentava e a pergunta surgia: o que eu fiz de errado?

As respostas clássicas:

– Mercado em crise, concorrente desleal, judiciário lento e arbitrário, falta de apoio da família, falta de conhecimento nas”melhores áreas do direito (como se existisse uma área mais rentável, por si só… #piada), cidade pequena com pouca demanda jurídica, clientes pobres, clientes abusivos, o governo, altos impostos, a anuidade cara da OAB, o escritório mal decorado, a falta de apoio de uma secretária, falta de equipe (qualificada ou não), falta de dinheiro para investir em tecnologia e colaboradores, pouco tempo disponível, morte na família, doenças…Afff, cansei meus dedos:) Ja usei todas elas rssss

Lembre-se: o advogado”sensitivo“reage, o”profissional“, antecipa.

Um jurista de visão, antecipa os problemas, busca por conhecimento especializado para desenhar, gerir e fazer o seu negócio crescer, sabe onde quer chegar, persiste nos seus objetivos e tem um plano de ação flexível, que possa ser medido e ajustado a todo momento.

Infelizmente, doutores, não estamos mais em uma “ERA DE MUDANÇAS”, mas sim em uma “MUDANÇA DE ERA”, e aqueles que criam melhores resultados, não são os maiores ou os mais requintados, mas sim os MAIS ÁGEISVelocidade na IMPLEMENTAÇÃO é o segredo dos advogados memoráveis, e isso só é possível através do investimento em inteligência emocional, inteligência intelectual (ferramentas do Direito) e inteligência de mercado, NA MESMA PROPORÇÃO.

Dito isso, eu espero que você tenha honestamente entendido a importância de aperfeiçoar essas três inteligências (emocional, intelectual e de mercado), sem esquecer, é claro, da importância de aplicar um método para empreender na carreira jurídica (concursos ou advocacia privada) da maneira correta, ou seja, aquela maneira que te proporciona realização dos seus sonhos.

Fonte JusBrasil

Publicado por Thaiza Vitoria